domingo, 10 de maio de 2015

Desafio Aceito



Bom, o professor de Educação Ambiental e interdisciplinaridade nos propôs a criar um diário para que arranjássemos tempo para refletir sobre o meio ambiente. Os primeiros passos, tal como ele pediu, será falar dos filmes que assistimos.








  • “A ILHA DAS FLORES”:
O filme faz a trajetória de um tomate, desde sua produção até seu descarte, contextualizando a produção excessiva, o consume excessivo e o descarte indiscriminado, que se destina a uma parcela miserável da população classificada abaixo dos porcos por seu dono. O retrato que tenho deste filme é a desmascaração de um sistema perfeito, pois não vemos todo o percurso de nosso alimento, muito menos das pessoas que fazem parte de sua trajetória. Parece tão simples o “comprar” e o “descartar”, e por isso é necessário o constante contato com a realidade a fim de não nos perdermos novamente com esta ilusão que é a vida moderna.




O desperdício

  A população mundial vem consumindo mais que o necessário na busca de uma melhor qualidade de vida. Em outras palavras, as pessoas compram aquilo que não é necessário, denunciando ora sua impulsividade, ora sua falta de planejamento antes de ir às compras.
 Em consequência disso, a industria precisa produzir para atingir essa demanda, e produzir mais ainda para poder descartar os produtos que não vão atingir a exigência desses consumidores. Estes, por sua vez, fazem a seleção do produto na hora da compra, bem como após adquirí-lo, fazendo uma seleção retardada. Mesmo após todas essas seleções, o produto ainda corre um alto risco de parar no lixo, não por não ser bom o suficiente, mas por perder sua necessidade. 
 Isso demonstra uma falta de preocupação por parte da população para com nossos recursos naturais (que podem se esgotar) e seus descartes. Somando estes fatores temos: poluição, desmatamento, extinção da fauna e um desequilíbrio ecológico. Outro ponto é a perda do valor do alimento, que é descartado facilmente enquanto uma parte da população passa fome.
 Faz-se necessária, então, uma fiscalização para que as industrias, mercados e restaurantes sejam multados na ocorrência de desperdícios, incentivando-os a produzirem o necessário; e uma política social para que o alimento não comprado tenha um destino adequado, sem se misturar com o lixo, para que seja possível o seu consumo em uma economia solidária.
 

  • “O SAL DA TERRA”
Estou interessadíssima em ver este filme, com as imagens de Sebastião Salgado, que se preocupa em tirar fotos da complexidade da natureza (poderia dizer “simplicidade”, mas sua grandeza não cabe nessa palavra). Ainda não encontrei o filme. Se alguém souber onde encontrá-lo, me avise!

Imagem de Sebastião Salgado, do livro "Genesis"

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